segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Bolívia de muitas culturas e cores…
Discorrer sobre a Bolívia não me parece uma
tarefa muito fácil. Bolívia é uma terra de muitas culturas, cores e línguas…um
país que poderia ter como lema: unidade na diversidade.
Diversa é sua natureza física, dividida em terras
andinas, altiplano e terras baixas. Cada uma delas se subdivide em
departamentos[1]. Nós, Religiosas
da Sagrada Face, estamos inseridas no departamento de Cochabamba, num município
denominado Tolata, distante 35,7 km da cidade de Cochabamba. Os povos que
habitam estas terras possuem culturas, línguas e visões de mundo distintos. As
linhas vinduoras tratam deste assunto.
Antes da Colonizacao Europeia, toda a Região
andina da Bolívia, fazia parte do Império Inca, o maior império da era pré-colombiana.
Este império abrangia várias nacões e mais de 700 idiomas diferentes, sendo o
mais falado, o quíchua. Muitas expressões desta cultura podem sem encontradas
em toda Bolívia.
A cultura boliviana resulta da fusão entre as
culturas inca e hispanica. No entanto, os 38 grupos etnicos[2] conservam fortemente os tracos de seus ancestrais presentes nas vestimentas,
nas suas tradicoes, nas linguas e visoes de mundo, apresentando fortemente
influências indígenas, vivenciadas em sua ligacão com a terra e a natureza.
O povo mojeño, por exemplo, traz em si o sentido
da harmonia do cosmo: o universo pertence a todos e a convivência pacífica se
impõe pelo respeito a tudo o que é criado. Neste cosmo cheio de vida, todos têm
o mesmo direito e os mesmo deveres.
“La paz y la justcia se han
abrazado… El señor mismo dará la felicidad y dara sus frutos nuestra tierra. La
rectitud andará delante de el, la paz irá seguiendo sus pisadas”
Para os mojeños, há um Ser ou Amo Supremo,
chamado Maimuna, que coordena todo o universo. E há também um espírito do mal,
chamado Éreana. Falam também de espíritos cuidadores (Duenos), que estão mais
próximos da vida diária, entre eles os dos bosques, das águas e ainda o tigre,
como dueno de todos os animais do bosque.
Assim, o povo mojeño nunca caca ou extrai madeira sem que antes tenha pedido
permissão aos espíritos do bosque para fazê-lo. Acreditam que se uma pessoa se
exceder na caça ou no corte de madeira, serao acometidos de muitos males
enviados pelos espíritos do bosque.
Outro ascpecto cultural dos povos mojeños é o
fato de existir na comunidade pessoas que buscam manter a harmonia entre os
membros da comunidade, dando-lhes conselhos. O Járauki, que significa: “aquele
que tem as vistas claras”, normalmente mora um pouco distante do povoado, o que
lhe permite aconselhar com aquele olhar de fora.
Outro aspecto significativo está no fato de
receberem um nome, homônimo ao de um ancião ou anciã. É costume, quando alguém
passa por dificuldades procurar o seu Tocayo (aquele ancião ou anciã que tem o
seu nome) para encontrar ajuda. O Tocayo tem obrigação de acolhê-lo e de cuidar
desta pessoa.
A(s) cultura(s) boliviana sao diversas, mas
guardam aslguns aspectos que são semelhancas entre si. A ligação com a terra
que denominam de PACHAMAMA, é uma delas. É a Pachamama que os favorece com o
bens para viverem… a ela oferecem oferendas e realizam ritos em agradecimento
por suas dádivas. A ela, oferecem os primeiros frutos da colheita…
Eis um pouco dessa cultura tao rica… que
possamos olhá-la com humildade para percebermos nela a presenca de Deus.
Comunidade de Tolata, Bolívia
sábado, 31 de março de 2012
Tua Face
"Tua Face, Deus de amor,
É minha herança para sempre.
Ela é meu único tesouro.
Nela pousam os meus olhos.
Nela o meu coração.
A Ela "minhas afetousas reparações".
Para Ela os instantes de minha existência.
Nela, mergulhar, quero;
Nela, perder-me, desejo.
Junto dela meu coração se aninha,
Escondendo-me, Nela vivo.
A ti, ó Sagrada Face,
Meu amor eu te consagro.
No ímpeto do desejo
A Ti meu coração se lança.
Ó Face do meu Amado!
Ó Face mil vezes santa!
Ó Beleza infinita
Tão antiga e tão nova.
Atraes com um único de teus olhares!
Por isso as virgens te amam:
És a mais Bela Face entre os filhos dos homens!
Como não haveria de te amar
Se tu me atraes a todo instante?
Ó Face amada, ó Face adorável
Face que eu amo!
...
Ao assumir a nossa natureza
Assumes a face do homem que um dia
Pelo pecado ser Deus desejou
E a imagem divina desfigurou.
Ó Jesus, tu assumes esse rosto
E o reparas com mui terno amor.
Vais modelando, dando-lhe novos contornos
Restabelecendo a Face do Amor.
Foi na Sexta-feira Santa
Que tua Face tão bela e atraente,
Perdeu de humano a aparência,
Causando espanto àquela gente.
A Face, antes, tão linda,
Agora vemos chagada e escarnecida,
Insultada e esbofeteada;
Face ferida e desolada.
Onde está a Face do Homem?
Onde a Face de Deus?
Onde se esconde a Face adorável?
Quero encontrar a Face do Amado!
Ah, Jesus, fitando esta Face ensaguentada
Olhando com ternura e amor
Percebo os traços delineados
Do Filho de Deus feito homem.
Por trás das feridas e golpes
Encontro o Amor que me amou,
Entregando-se, deu-se aos homens
Mas só encontrou desamor.
Sim, Face que amo és Tu
Que eu contemplo desfigurada.
És Tu a beleza, agora escondida,
A Beleza de um Deus que me deu sua vida".
(Sagrada Face)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Cochabamba - Terra de missão!
Querida fundadora, Maria Pia Mastena, o teu sonho de que a Face de Jesus seja irradiada em toda parte da terra ganha novo ardor com a partida das primeiras irmãs para este solo sagrado, onde o teu coração, um dia sonhou, em pousar, mas os caminhos e o tempo de Deus nem sempre coincidem com os nossos, assim, o teu desejo, alimentado há tantos anos, finalmente ganha cor, ganha vida e se faz missão!
Certamente tu não sossegaste até convencer a Jesus de que ali era necessária uma missão dedicada à sua Face Sagrada. Como mulher forte, tu deves ter insistido, persistido e assim, ganhaste os favores do teu Doce Esposo, que não pode deixar de atender à esposa amada, afinal, o teu pedido é para que a Sua Face transfigurada pelas consagradas a ela dedicadas, resplandeça em cada rosto do povo boliviano.
Obrigada, amada Fundadora, pelo cuidado que dispensas ao teu querido jardim, a tua família religiosa, a tuas filhas. Obrigada porque continuas, do céu, a dirigir cada passo, cada obra, cada ato que fazemos por amor ao teu, ao nosso Esposo Celeste. Obrigada, Mãe querida, pela tua insistência ante teu Esposo, pela missão que confias a cada uma de nós, tuas filhas, porque acreditas que podemos ir mais longe do que jamais imaginamos. Obrigada, Beata, porque apostas em nós, apesar de nossa fragilidade, apesar de nossos limites, até porque tu não levas em conta o que nos falta, mas o que temos para colaborar na construção do Reino de Deus. Mil vezes obrigada, porque abres para nós um novo tempo, tempo de esperança, de renovação, de júbilo. Sim, com certeza, tu vais à nossa frente, como mãe, como provedora, estás na árdua tarefa de prover o necessário às tuas filhas, que já estão em solo missionário. Como missionária, caminhas lado a lado com tuas filhas em cada missão que desempenham.
Peço-te, mãe amada, que dês às nossas irmãs a força e a coragem que tiveste enquanto vivias entre nós, e que agora elas precisam para fazerem o rosto de Jesus sorrir em cada face desfigurada pela dor, pela miséria, pelo abandono, pelas drogas, pela violência, pela desvalorização da pessoa humana.
Obrigada, Ir. Graça, Ir. Maria Fifi, Ir. Odete pelo sim, pela disponibilidade, pela doação da vida nesta nossa nova missão.
Madre Maria Pia Mastena, rogai por nós!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
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